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Raquel Pacheco, uma mentalidade caquética

por Claudia de Marchi

Enquanto as prostitutas feministas lutam por visibilidade e respeito numa sociedade hipócrita, Raquel Pacheco, uma figura de mentalidade caquética e que, atualmente, dá cursos e fatura dinheiro repetindo velhas “fórmulas” machistas, no estilo “como satisfazer ‘seu’ macho na cama”[1], para uma clientela feminina de intelectualidade duvidosa, ressurge até do inferno para falar asneira em entrevistas!

(Afinal: “se vergonha é gratuita, ‘tem’ que ser passada”!).

Em entrevista recente à Talyta Vespa, da Universa do Uol[2], dentre várias logorreias reacionárias, vitimistas e medíocres a cidadã disse que: “Jamais me prostituiria de novo. Não tolero mais homem fedido.”.

Raquel, meu anjo, sua “função social”, atualmente, é zero!

Na real, a única coisa socialmente útil que você fez na sua carreira de prostituta foi “apresentar” para a sociedade patriarcal reacionária a “figura” da prostituta por opção que “conseguia” escrever num blog bem simplório!

Todavia, na contramão do conservadorismo que a elite hipócrita ama ostentar, estão as curiosidades sobre sexo, liberdade sexual e quejandos. E, então, você tornou-se famosa! Quase um ícone das “putinhas de porão”: das interesseiras que, no fundo, só visam dinheiro, mas têm vergonha de admitir quem são e quais são os seus verdadeiros “focos” e prioridades na vida!

Em pleno 2019 nem pra “empoderada” você serve!

A gente não tem culpa se você quis se prostituir por uma série de razões fúteis e topou tudo por dinheiro, inclusive transar com homens fedorentos.

A gente não tem culpa se, ao invés de “bem resolver-se” com terapia, você priorizou outras coisas!

A gente não tem culpa se você se sujeitou a imundícies para conquistar o seu patrimônio, garota!

Se

Você

Não

Teve

Brio

Para

Impor

Respeito,

Nós

Não

Temos

Culpa!

Se você não teve maturidade para se satisfazer sexual e animicamente na sua carreira de “Bruna”, a gente não tem culpa, aliás, a gente tá se lixando pra você e seus “white people problems”!

Por que você não faz autocrítica ao invés de insistir no “mais do mesmo” preconceituoso e tacanho?

Você teve oportunidades que muitas prostitutas não têm!

Você saiu da casa dos seus pais para se prostituir aos 17 anos, porque quis.

Usou drogas porque quis.

Caiu no fundo do poço, porque se dissociou de si mesma graças aos seus anseios banais, seu estilo de vida torto e imerso na fuga psíquica dos atos abjetos que você praticava em prol do vil metal. Fuga através do álcool, fuga através da cocaína e de gastos homéricos como festas e asneiras do tipo.

A vida é feita de escolhas, Raquel e você optou pelo que, teoricamente, era melhor pra você!

C´est la vie!

Aceite o seu passado e, por favor, respeite quem é bem resolvida na prostituição, porque a gente não deu causa ao seu amargor, aos seus traumas e a sua “romantização” medíocre da vida!

Se não lhe for possível ser empática, se não lhe for possível fazer terapia, evoluir, respeitar a liberdade e as opções de outras mulheres que, na prostituição, têm uma postura autorrespeitosa e digna, se não lhe for possível fazer autocrítica e olhar para além do seu umbigo, tente, ao menos, não ser tão rasteira em suas afirmativas.

Talvez um dia você consiga lograr êxito na prática do bom e velho bom senso!

A gente agradece se, até lá, você manter a sua metralhadora de bosta, digo, boca, fechadinha!

Bem fechadinha.

Grata.

Cláudia de Marchi

Brasília/DF, 26 de maio de 2019.


[1] Ensina mulheres a agradar os homens no sexo oral, por exemplo, justo neste mundo em que dicas de como satisfazer sexualmente o parceiros nos são vendidas em revistas feministas há décadas e, onde, infelizmente, a maioria dos homens precisa ser instruída a, desapegar-se do machismo, evoluírem e, assim serem melhores parceiros- afetiva e sexualmente, falando-, assuntos que, coincidentemente, foram o foco da minha recente palestra, dia 02/05, no Rio de Janeiro.

[2] VESPA, Talyta. Uol Universa. São Paulo/SP, 24 de maio de 2019. Disponível em: <https://universa.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/24/10-perguntas-bruna-surfistinha.htm&gt;. Acesso em: 26 maio 2019.

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