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Impactos da liberação do FGTS junto aos ETs

Por Paulo Ferrareze Filho

Agora vai: com os R$ 500 do FGTS na mão, o povo vai rezar para a deusa americana da Havan, amortizar o financiamento com o Itaú, comprar brusinha na Riachuelo, tênis feito em Taiwan na Centauro e desodorante na DrogaRaia.

Não se trata de aprovar ou reprovar a liberação em si, mas de analisar suas intenções ocultas. Fosse simples assim, se sustentaria a legítima acusação de tolerar um governo corrupto porque fez coisas boas para o povo…

O discurso do governa aponta para uma qualidade – dar os R$ 500, ou seja, distribuir renda, facilitar a vida do trabalhador, dar uma esmola amansadora – que não é a ponta de um iceberg prestes a naufragar o Titanic todo. Que serve de cortina de fumaça…

Usa-se o discurso do social como bode expiatório, a fim de turvar a vista de quem vê a superfície discursiva do ato, dando ares de brilho a algo que é sórdido. E que é retórico do pior tipo de retórica, que é a que conduz ao engano. Hipnotizando a plateia mansa no show de mágica que acontece no palco político, a artimanha do discurso engana (só os bobos) ao tentar fazer crer que a função primária – liberar os 500 pilas – é a principal.

Depois dessa presciência quanto a estratégia discursiva é necessário perceber que, dado como estão estruturadas a economia e as classes sociais, no final da conta dessa aparente distribuição de renda, a grana vai parar, ainda mais concentrada, na mão de quem já tem grana demais. São 63 milhões de endividados hoje no Brasil. E eles definitivamente não devem para a venda da esquina.

Se você quiser acreditar em mim por preguiça de pesquisar na internet, deixe de comprar nos lugares citados no primeiro parágrafo. E quanto aos bancos, não tem jeito. Só se resolve com suicídio. Mas suicídio não vale a pena.

Esse lustro discursivo não prova, de fato, que o governo está preocupado com o social. Há mil razões que podem ser elencadas aqui, da reforma da previdência à falta de reajuste do salário mínimo. Mas eles estão fazendo o trabalho que é deles. Puxando a brasa para o salmão que é deles. São profissionais, politiqueiros, sabem jogar o jogo e vivem de saber jogar o jogo. Famílias inteiras vivem de saber jogar esse jogo.

Vejam a malandragem retórica de Bolsonaro quando vai, de cara limpa, na caradura, aparentemente sem usar drogas, na frente de uma câmera e diz que quer sim dar o filé minhom (abrasileiremos o filé) para o próprio filho… A retórica e a pós-verdade passaram a dominar o mundo mais do que a vã ciência das verdades, que ingenuamente se ensina nas universidades, possa imaginar.

Viva o aquecimento da economia de viés social, que vai fazer o dinheiro injetado ir parar na mão dos filhos da puta do primeiro parágrafo. Aqui em SC certamente novas Havans vão abrir, cada vez mais cheias de coisas feitas com trabalho escravo do oriente.

Pra mim todos esses mega ricos são débeis mentais. E sigo achando que alguém dos votantes de 2018 está muito burro nessa história toda. E cogito sempre que o burro e o débil mental possa ser eu e minha metafísica terrenal demais…

Eu tenho tentado amar os bolsominions. Não é fácil, mas tenho percebido que no peito deles também bate um coração. Tenho amigas e amigos bolsominions e os tenho por pessoas legais, apesar de quase todos precisarem de terapia.

É que fiquei tocado com um documentário que diz que os ETs estão por chegar, agora que já passamos do dia 20/07/19, dia de aniversário dos 50 anos do homem na Lua…

Os ETs estariam fiscalizando o possível uso de forças radioativas pela civilização humana. Estariam fiscalizando, em suma, o tamanho do ódio humano. Ódio que, no limite, pode nos conduzir a uma autodizimação que não passaria imune a tremendas interferências galáticas.

A merda é que, logo depois que vi esse documentário, li no jornal, totalmente sem querer, que Eduardo Bolsonaro não teria feito um determinado curso que é essencial para se tornar embaixador. Nesse curso consta um módulo em que se ensina ao futuro embaixador o procedimento em caso de invasão de ETs.

Vejam só o dilema intergalático em que o Brasil se meteu… O governo Bolsonaro é tão inteligente e sabe tão bem aproveitar a consciência de uma ocasião, que conseguiu burlar normativas que envolvem os ETs. Vejam como o governo de Bolsonaro tem a aparência de um asno mas, no fundo, é analgesicamente estratégico. Como um Einsten político e tecnológico.

Amansar o burro, como  diz a expressão, significa tornar o burro dócil. “Docilizar os corpos” foi um termo de Foucault que, na pós-verdade de hoje, pode ser chamado – e há quem creia… – que ele era só mais um desses comunistas-socialistas-taokey.

É um verdadeiro caos filosófico mundial intergalático. É copa do mundo amig@s.

PAULO FERRAREZE FILHO é professor universitário, doutor em filosofia do direito pela UFSC e psicanalista em formação

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